(...)
- onde vocês estavam? Victória colocou as mãos na cintura assim que entramos no castelo. Droga. Revirei os olhos e ela fechou a cara pra mim.
- fomos só dar uma volta. Dei ombros.
- com quem?
- só nós ué.
- você dirigiu um carro? Olhou-me incrédula.
- isso não é crime quando se tem carteira. – e antes que pergunte eu ganhei um carro e fui com ele. – agora eu vou subir que quero descansar um pouco. Sai andando e subi as escadas correndo. Andei pelo longo corredor até chegar a meu quarto. Fechei a porta suspirando. Andei até minha cama sentando na mesma. Fiquei encarando meus pés por um longo tempo. E agora o que vai ser de mim? Tenho 18 anos. Vou ter que me casar com um príncipe idiota e viver aqui pra sempre, não era isso que eu planejava pra minha vida, todo esse luxo, todo esse poder.
- achei que não fosse chegar nunca. Ouvi uma voz rouca e sorri instantaneamente.
- saudades? Sorri virando-me pra ele, fitando aqueles penetrantes olhos claros.
- sempre. Sorriu e colou seus lábios aos meus. – seu presente. Entregou-me um cordão com um pingente de anjo.
- é lindo Justin. Sorri. – obrigada.
- que ajuda pra por?
- quero. Sorri e virei de costas pra ele levantando meu cabelo pra facilitar. Justin colocou o cordão em meu pescoço. – é tão lindo. Peguei o pingente e o soltei ajeitando o mesmo.
- achei a sua cara quando vi. Abraçou-me por trás e beijou meu ombro, senti todos os fios do meu corpo se arrepiar. Suspirei. Seus lábios roçaram de meu ombro até meu pescoço, Justin começou a distribuir beijos no mesmo. Arfei. Ó céus o que ele faz comigo?
Virou-me bruscamente colocando-me de frente pra ele, pegou-me pela cintura e colocou ainda mais nossos corpos, senti seu membro rígido esfregar-se em mim. Gemi baixo. Olhei seus olhos penetrantes e fiquei os encarando por um longo tempo, desci o olhar para seus lábios rosados e senti os meus formigarem. Peguei-o pela nuca e juntei nossos lábios com urgência, meu coração batia rápido no peito, nas minhas veias meu sangue fervia, meu corpo se preparava para recebê-lo. Pegou-me no colo e jogou-me na cama, subindo em cima de mim logo depois. Juntou seus lábios aos meus e foi descendo, parou no meu queixo e mordeu o mesmo, desceu pro pescoço e distribuiu beijos e chupões por ali, mordeu o nódulo de minha orelha e arqueei o corpo encostando o dele mais ao meu, senti seu membro tocar minha intimidade, gemi e o olhei nos olhos. O mesmo sorriu, seus olhos estavam mais escuros de puro luxuria.
- amo quando seus olhos ficam dessa cor. Murmurou com a voz baixa e rouca. Deitou a cabeça no meu peito e distribuiu beijos por ali, apertou meus seios por cima da blusa ainda. Gemi. Ó Deus como já estava molhada. Abriu os botões da minha blusa e tirou a mesma deixando-me apenas de sutiã. Observou meus seios já rígidos por um tempo e desceu o sutiã deixando-os a mostra. Sorriu malicioso e abocanhou o esquerdo chupando-o com força e fazendo movimentos circulares com a língua. Gemi alto arqueando o corpo.
- Jus-Justin. Gemi.
- oh sim. – geme pra mim. Chupou com mais força meu seio enquanto brincava com os dedos com o outro. Sentia meu sangue correr veloz sobre minhas veias. Ó céus estava perto.
- Justin! Gemi alto e resmunguei.
- vou te fazer gozar assim Julie. Gemeu sobre meu seio, senti meu corpo estremecer.
- não. Resmunguei.
- sim. Mordeu meu mamilo e puxou-o de leve e me encarou nos olhos. Soltou-o devagar e chupou mais uma vez. Gemi alto e senti uma corrente elétrica percorrer por todo o meu corpo e um orgasmo explodir no meio de minhas pernas. Filho da puta.
Fechei meus olhos tentando controlar minha respiração e senti os lábios de Justin nos meus. Senti sua língua invadir minha boca e bum! O desejo já corria por todo o meu corpo novamente. Joguei-o na cama e subi em cima dele, começando a tirar suas roupas até deixá-lo apenas de Box. Vi seu membro quase explodindo da mesma e sorri maliciosa, apertei-o por cima da cueca e Justin gemeu baixinho contorcendo-se na cama. Beijei seus lábios e fui torturando-o com beijos até chegar sua cueca, parei meu lábios em sua coxa e mordi de leve ali. Justin gemeu alto.
- Ju-Julie não! – eu sei o que pretende e... Não o deixei terminar abaixei sua Box vendo seu membro rígido sair ereto da mesma. Abocanhei antes que ele falasse alguma coisa, dava forte chupões e fazia movimentos torturantes com a língua.
- Nã-não Julie! Levantou-se da cama e subiu em cima de mim prendendo-me.
- estava quase lá. Resmunguei.
- quero gozar dentro de você! Murmurou e colou seus lábios aos meus, tirou o resto de minha roupa que faltava e posicionou-se no meio de minhas pernas. Olhou nos meus olhos e penetrou fundo, fechei os olhos e gemi. Os movimentos ficaram cada vez mais fortes. Gemíamos alto. se os outros quartos não fossem grandes e com abafador de som, com certeza nos ouviriam. Meu corpo brilhava de suor assim como o dele, o calor de sua pele perto da minha era com toda a certeza mais quente que o inferno. Colei meus lábios ao dele e senti a mesma corrente elétrica de antes, estremeci e gozei. Justin penetrou forte e fundo mais duas vezes e gozou também, caindo por cima de mim.
- Feliz Aniversário! Sorriu sapeca e beijou minha testa suada.
- obrigada! Sorri. Justin deitou ao meu lado e puxou meu corpo pra perto do dele e nos cobriu com um lençol. Sem nem perceber adormeci.
(...)
Quando fui acordada pelas meninas Justin já não estava mais aqui no quarto e tudo estava em seu devido lugar, ótimo alguma das empregadas viu a bagunça que estava aqui.
Eu estava me arrumando enquanto ouvia burburinhos de vozes lá em baixo, já era um pouco tarde e eu estava um pouco atrasada. Conseguia ouvir também o som suave dos violinos lá em baixo. Sorri e caminhei até o closed dançando ao som dos violinos, da direita pra esquerda, da direita pra esquerda. Ri da minha loucura e fui até o vestido que haviam separado pra noite de hoje ele era divino.
Coloquei o mesmo em cima da cama junto com as sandálias da mesma cor, fui até minha penteadeira. Fiz um make leve e coloquei meus brincos. Borrifei um pouco de perfume no meu pescoço e pulsos. Olhei pelo espelho o colar em meu pescoço e sorri, lembrando-me da minha tarde com o Justin. Soltei meu cabelo do coque e deixei-os cair sobre meus ombros, eles estavam lindos, cachos perfeitos, mesmo depois de eu ter feito um coque. Sorri e levantei, fui até a cama e peguei o vestido. Abri meu roupão e deixei-o escorregar pelo meu corpo até cair no chão. Dei um passo pro lado livrando-me dele. Abri a parte de trás do vestido e coloquei o mesmo. Consegui por um milagre fechar o fecho sozinho. Ajeitei o vestido ao meu corpo, desamassando-o e dei uma volta enquanto soltava uma gargalhada fraca. Sentei-me na cama e coloquei uma das sandálias quando alguém bateu na porta. Gritei um “entra” e Caissy passou pela porta.
- vim ver se precisa de alguma coisa. – estão todos te esperando lá em baixo.
- só estou terminando de por as sandálias. Sorri e terminei de por a outra. Levantei-me da cama e arrumei o vestido ao corpo, tirando os amassados.
- como está linda. Caissy sorriu emocionada.
- awn Caissy, vem cá. Caminhei até ela abraçando-a forte.
- vamos meu anjo, estão todos esperando.
- tudo bem. Sorri e peguei em sua mão saindo do quarto.
O salão estava lotado pelo que pude perceber. A cada passo que ficava mais perto da escada sentia meu estomago embrulhar mais e minhas mãos soavam. Eu estava nervosa, odiava ser o centro das atenções. Olhei pra Caissy que apertou minha mão tentando me passar confiança. Chegamos ao final da ultima parede, ali ainda ninguém podia nos ver, eu tinha que esperar que me anunciassem.
- pronta querida. – vai dar tudo certo, confie em mim. – agora preciso ir.
- não! Praticamente gritei e ela olhou-me assustada. – aonde vai?
- preciso voltar pra cozinha, vão precisar de mim lá.
- tudo bem. Sorri.
- não se preocupe. Sorriu e deu um beijo na minha bochecha caminhando pro final do corredor onde tinha uma escada que dava pra cozinha. Suspirei. escutei me anunciarem. Coloquei um sorriso no rosto e apareci na ponta da escada. Fui descendo os degraus lentamente enquanto todos me observavam. Meu queixo estava ereto, eu não respirava e mantinha meu olhar fixo nas paredes, mas sorrindo às vezes pros convidados nos quais muitos nem sabia quem eram. Terminei e Logan me esperava no final, pegou em minha mão e beijou a mesma sorrindo. Seus olhos estavam brilhantes e eu sorri pro mesmo. Onde esse idiota esteve o dia inteiro? Ignorei meus pensamentos e procurei por todo salão os olhos méis. Os encontrei um pouco mais no fundo do salão. Justin bebia um vinho tinto enquanto observava com os olhos vidrados. Senti todo meu corpo esquentar. Deus. Respirei fundo e olhei pra Logan que me olhava de cara fechada. Fiz uma careta pra ele e voltei meus olhos pra onde o Justin estava só que o mesmo não estava mais lá. Observei todo o salão, mas não o achei. Droga. Suspirei frustrada e Logan puxou-me.
- qual é o seu problema? Soltei meu braço das mãos dele.
- poderia prestar só um pouco de atenção em mim?
- ai nossa o que deu em você hoje?
- nada. Bufou irritado e olhou em direção a um homem moreno e alto que me observava. Seu olhar não me passava uma coisa boa. Quem era aquele homem?
- Logan quem é ele?
- ele quem? Nem ao menos olhou pra mim. Bufei.
- o que você não para de encarar.
- é o seu tio Oscar. Falou entre dentes.
- porque está tão nervoso assim?
- não quero que esse filho da p... – que ele chegue perto de você.
- por quê?
- por nada. Olhou-me com ódio no olhar. – só me prometa que vai ficar longe dele e que não vai ficar sozinha essa noite, me promete? Agarrou meus dois braços com força.
- prometo. Arregalei os olhos e o mesmo soltou-me abraçando-me forte. O que ta acontecendo com esse garoto?
(...)
A festa continuou rolando e nada de eu ver o Justin ou as meninas. Af isso já está me irritando e essa apresentação de pessoas ta me embrulhando o estomago. Cansei de sorrir e de ver esse povo falso me paparicando, a maioria só está aqui pela comida.
Do nada o burburinho cessou e o Justin apareceu no pequeno palco sentado ao piano, ele começou a tocar uma melodia linda no piano e começou a cantar. A letra era linda, falava sobre eu e ele, sobre nós. Emocionei-me enquanto ele sorria enquanto cantava olhando pra mim. Logo a música acabou e ele foi até o violão pegando o mesmo, começou a tocar algumas cordas e a cantar novamente e assim foi até ele terminar.
- agora eu tenho uma surpresa pra aniversariante da noite. Sorriu e olhou-me. Vi Victória subir no palco quase que correndo e pegar o microfone do Justin o mesmo a olhou confusa.
- desculpa Justin, depois você continua. – agora preciso fazer um anuncio. Sorriu pra todos que estavam ali. – hoje minha menina completa dezoito anos de idade e logo terá que assumir o trono. – como o parlamento pediu já escolhemos um noivo pra mesma. Sorriu orgulhosa. Senti meu estomago fazer um nó. – o mesmo foi aceito ontem por todos os membros do parlamento. Arregalei os olhos. Não, isso não estava acontecendo. – e eu queria pedir pro noivo subir aqui no palco. – Logan venha até aqui dizer umas palavras pra sua noiva. Victória sorriu e eu olhei incrédula pro Logan que sorriu. Tudo estava em câmera lenta, minha mente rodava. Como assim Logan? E como eles podem fazer isso comigo no dia do meu aniversário? Na frente do Justin? Oh céus Justin! Procurei-o com o olhar e o mesmo me encarava com lágrimas nos olhos. Comecei a chorar na mesma hora, o que ele acha? Que eu sabia que ia me casar com Logan? Justo com o Logan que é meu primo? Esse povo é maluco isso ta errado. Desviei meu olhar pro Logan que me chamava no microfone. Ele sorriu sem graça quando viu que eu chorava.
- sei o quanto isso deve estar sendo confuso pra muitos, mas eu não sou primo da Julie, não de sangue. – fui adotado pela Rainha Melissa quando era uma criança, fui abandonado pela minha família e cresci como príncipe. – por isso o parlamento aceitou que Julie se casasse comigo. – eu já tenho uma proximidade com ela e não teria discordâncias e somos amigos. Sorriu sem graças. – e já estou na família há anos, então ninguém melhor que eu pra governar o país junto de Julie, suba aqui querida, por favor.
Não. Não e Não. Engoli em seco e senti minha garganta fechar impedindo que o ar preenchesse meus pulmões. Senti lágrimas caindo sem controle pelo meu rosto. Neguei com a cabeça e fiz a primeira coisa que me deu vontade. Corri. Corri dali. Corri pro meu refúgio, corri pro meu quarto. Tranquei-me no mesmo e peguei uma mochila, jogando algumas coisas na mesma. Joguei CD que ganhei de aniversário das meninas e algumas peças de roupa e algumas coisas que precisaria. Enfiei-me numa calça jeans e coloquei uma blusa simples com um casaco com capuz por cima, calcei um tênis e sai as pressas do quarto em direção as escadas que davam pra cozinha. Pra minha sorte ninguém estava vindo atrás de mim, não sei quanto tempo eu havia demorado pra me arrumar, acredito que pouco mais que 5 minutos, nunca me arrumei tão rápido na vida. Peguei a chave do meu carro no ganchinho que tem na cozinha e sai correndo pela porta dos fundos. Coloquei o capuz e corri até meu carro. Desarmei o alarme e entrei no mesmo. Meu sangue fervia em minhas veias, minhas mãos tremiam e minhas pernas pareciam gelatinas, não sabia ao certo como consegui chegar até ali. Travei as portas e coloquei a chave na ignição. Liguei o carro e dei a partida cantando pneu. Sai portão a fora, minha sorte que hoje era meu aniversário e essa merda estava aberta. Passei voada pelos guardas que estavam ali monitorando quem saia e quem entrava. Na certa avisariam que eu saí naquela maneira e logo todos estariam atrás de mim, eu precisaria ser rápida. Com as mãos tremulas virei uma curva super perigosa, eu estava em alta velocidade àquela hora da madrugada, não tinha movimento na rua pra minha sorte. Eu nem sabia ao certo pra onde estava indo, mas queria estar longe, bem longe dali, bem longes dos problemas, bem longes daquelas pessoas. Ouvi meu celular tocar e olhei pra bolsa no banco carona. Merda! Bati a mão no volante e tentei ignorar aquela merda enquanto ela continuava a tocar. Diminui um pouco a velocidade e peguei o celular o bolso sem fecho da mochila. Olhei no visor e vi que era o Justin. Meu coração disparou.
- alô? Atendi com a voz tremula tentando prestar atenção na estrada.
- Julie, meu deus Julie! – onde você está?
- eu...eu...eu não sei. Senti meus olhos embaçarem por causa das lágrimas. Pisquei diversas vezes pra minha visão voltar. Acelerei mais o carro.
- você está perdida? – oh meu deus Julie, pare esse carro.
- não posso Justin eu não posso.
- pode sim Julie, para esse carro, por favor.
- se eu parar vou ter que me casar com o Logan e... – eu não posso.
- Julie amor, confie em mim. – vai dar tudo certo. – volta pra cá, por favor. sua voz era rouca
- desculpa Justin, mas eu não posso. Desliguei o celular e joguei-o no banco carona. Acelerei mais o carro ouvindo o motor ranger alto, meu corpo estava colado no banco de tão rápido que eu estava indo. Olhei pelo retrovisor e vi um carro atrás de mim. Merda estou sendo seguida? Bufei e limpei as lágrimas, pisando mais fundo no acelerador. Entrei numa rua deserta de barro e voei pro ela levantando poeira. Olhei no retrovisor o carro ainda me seguia. Fiquei irritada e entrei em outra rua seguida de outra, acelerando feito uma louca, eu nunca dirigi assim na vida. Meu coração quase saia pela minha boca, olhava desesperada pelo retrovisor vendo o carro cada vez mais próximo. Olhei pra trás por um momento e quando olhei pra frente estava indo em direção a várias árvores. Merda, como eu não as vi? Pisei fundo no freio, mas não foi o suficiente, bati em cheio em uma árvore.
Meus olhos estavam um pouco embaçados, minha cabeça girava. Escutei alguém gritar meu nome e logo depois eu ser tirada do carro. Meu corpo estava mole, mas me contorci tentando me livrar da pessoa.
- vai ficar tudo bem princesinha. – nós vamos cuidar bem de você. A imagem do homem ficou clara na minha frente. Senti um frio correr por toda a minha espinha, ele era alto e forte, seus olhos eram claros, mas devido ao escuro não consegui decifrar a cor dos mesmos.
- quem são vocês? perguntei assim que vi outro homem aparecer com minha bolsa na mão.
- uns amigos da família. Sorriu malicioso e eu não vi mais nada, cai mole no corpo daquele homem.